Entenda cada etapa da sessão que
decidirá sobre a cassação de
Cunha
Sessão para votar cassação está marcada para a próxima segunda (12).
Presidente Maia diz que só inicia votação com 420 dos 513 deputados.
Embora na reta final, ainda há questões que podem vir a retardar a conclusão do processo, a começar pela data da sessão de segunda-feira.Por ser uma segunda-feira e um período de campanha eleitoral, há o receio de parte dos líderes partidários de não haver quórum suficiente para a votação.
As ausências podem beneficiar Cunha uma vez que são necessários, pelo menos, 257 votos favoráveis para a perda do mandato.
Superada essa parte, outros pontos podem ser levantados. A Secretaria-Geral da Câmara é categórica em defender que seja votado o parecer aprovado no Conselho de Ética.
Mas aliados de Eduardo Cunha têm dito que pretendem apresentar uma questão de ordem pedindo que seja votado um projeto de resolução.
A diferença é que, nesse segundo caso, cabe a apresentação de emendas, o que viabilizaria votar uma proposta de pena mais branda ou, se aprovada a cassação, uma segunda votação que poderia permitir que, embora cassado, Cunha não ficasse inelegível.
Suspenso do mandato desde maio por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF), por supostamente obstruir as investigações contra ele, Cunha acabou renunciando ao cargo de presidente da Câmara em julho.
Ele é acusado de manter contas bancárias secretas no exterior e de ter mentido sobre a existência dessas contas em depoimento à CPI da Petrobras no ano passado.

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